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Cobre fecha outubro com duas quedas consecutivas e novos aumentos nos estoques de Londres

O metal vermelho recuou pelo segundo pregão consecutivo na Bolsa de Metais de Londres. Apesar da correção, a média anual continua 40,05% acima da registrada no mesmo período de 2025.

Cobre fecha outubro com duas quedas consecutivas e novos aumentos nos estoques de Londres

O preço do cobre fechou esta sexta-feira, 30 de outubro de 2026, com queda de 0,76% na Bolsa de Metais de Londres (LME), chegando a US$ 6,55396 por libra, equivalente a US$ 14.449 por tonelada métrica. A cotação oficial divulgada pela Comissão Chilena do Cobre (Cochilco) confirmou o segundo recuo consecutivo, em um pregão também marcado pelo aumento dos estoques do metal.

O resultado representa uma queda em relação aos US$ 6,60431 por libra registrados na quinta-feira, 29 de outubro, quando o metal já havia recuado 0,79%. Nos últimos dois pregões, o cobre acumulou perda de aproximadamente 1,54%.

A correção ocorreu em meio à maior cautela nos mercados internacionais, onde preocupações com as perspectivas econômicas, a alta do petróleo e a evolução dos investimentos em tecnologia influenciaram as expectativas dos investidores.

Estoques de cobre aumentam na Bolsa de Londres

Um dos principais destaques do pregão foi o aumento dos estoques físicos de cobre armazenados em instalações registradas na LME.

Os estoques chegaram a 274.000 toneladas métricas, ante 272.200 toneladas registradas no pregão anterior. O aumento foi de 1.800 toneladas, equivalente a uma variação diária de 0,66%.

Foi o segundo aumento consecutivo. Na quinta-feira, os estoques também haviam subido, em 750 toneladas.

A evolução dos estoques é um dos indicadores usados pelo mercado para avaliar a disponibilidade física do metal. No entanto, o aumento das reservas, por si só, não comprova uma retração da demanda, pois também pode refletir movimentações logísticas e decisões comerciais.

Em sentido contrário, os estoques registrados na Bolsa de Futuros de Xangai caíram de 54.356 toneladas em 23 de outubro para 44.612 toneladas nesta sexta-feira, uma redução de 17,93%.

A diferença mostra que a evolução dos estoques não é uniforme entre os principais centros internacionais de negociação do cobre.

Preço médio do cobre mantém alta de 40% em 2026

Apesar das quedas registradas no fim de outubro, o balanço acumulado do ano ainda aponta preços consideravelmente superiores aos de 2025.

A Cochilco informou que o preço médio do cobre entre janeiro e 30 de outubro de 2026 chegou a US$ 6,14563 por libra, uma alta de 40,05% em relação à média registrada no mesmo período do ano anterior.

A média de outubro ficou em US$ 6,59182 por libra, enquanto setembro terminou com média de US$ 6,56956.

Assim, embora o metal tenha encerrado o mês com dois pregões consecutivos de queda, a média mensal de outubro ficou aproximadamente 0,34% acima da registrada em setembro.

Essa distinção é importante porque uma queda nos últimos pregões não implica necessariamente uma redução equivalente da média mensal, indicador que permite acompanhar o comportamento das cotações em um período mais amplo.

Para o Chile, principal produtor mundial de cobre, a evolução do preço internacional é fundamental para as receitas das mineradoras, as exportações e a arrecadação fiscal ligada à atividade.

No entanto, o impacto efetivo das cotações sobre essas receitas também depende de fatores como os volumes comercializados, os custos operacionais, os contratos de venda e as condições tributárias de cada operação.

Contratos futuros também registraram perdas

A correção desta sexta-feira também atingiu os contratos futuros de cobre negociados em Londres.

A referência para três meses ficou em US$ 6,46369 por libra, equivalente a US$ 14.250 por tonelada métrica, após recuo diário de 0,70%.

Com isso, a cotação à vista permaneceu US$ 199 por tonelada acima do contrato para três meses.

Essa diferença corresponde a uma estrutura conhecida como backwardation, que ocorre quando o metal disponível para entrega imediata tem preço superior ao de determinados vencimentos futuros.

Esse diferencial pode refletir condições de disponibilidade imediata, mas não permite concluir, por si só, que exista um déficit generalizado de cobre.

No mercado internacional, o pregão também foi marcado por preocupações com o retorno dos elevados investimentos em inteligência artificial e seus efeitos sobre os ativos de risco. A isso se somaram as preocupações com a alta dos preços da energia e suas consequências para a atividade industrial.

Esses fatores fazem parte do contexto das negociações, mas não é possível atribuir exclusivamente a eles a variação diária da cotação.

Mercado de cobre começa novembro atento à demanda e aos estoques

O fechamento de outubro deixa dois sinais importantes para o mercado: uma correção recente das cotações e uma média anual que continua bem acima da observada em 2025.

Nos próximos pregões, a evolução dos estoques em Londres, Nova York e Xangai, junto com o comportamento da demanda industrial e as perspectivas econômicas internacionais, continuará sendo determinante para avaliar as condições de comercialização do metal.

Por enquanto, o dado confirmado pela Cochilco é que o cobre encerrou o último pregão de outubro a US$ 6,55396 por libra, com baixa diária de 0,76%, enquanto os estoques da Bolsa de Metais de Londres aumentaram para 274.000 toneladas métricas.