
As contas de energia elétrica no Chile podem registrar uma queda média de 4,3% a partir de janeiro de 2027, segundo o Informe Técnico Preliminar do Preço de Nó Médio (PNP), elaborado pela Comissão Nacional de Energia (CNE).
A estimativa, apresentada pela ministra de Energia, Ximena Rincón, prevê reduções em 13 das 16 regiões do país, que podem chegar a 11% em algumas áreas do norte.
O ajuste se deve principalmente a dois fatores: o fim de contratos de fornecimento de energia elétrica firmados a preços elevados e as diferenças entre a cotação do dólar usada em cálculos tarifários anteriores e o valor efetivo da moeda.
Contratos de energia mais baratos impulsionam a redução
Um dos principais fatores por trás da queda projetada é o fim de contratos de geração de energia elétrica firmados em 2008 e 2010, cujos preços são superiores aos previstos em acordos mais recentes.
Esses contratos serão substituídos por fornecimentos vinculados a licitações realizadas em 2022, 2023 e 2025, com condições econômicas mais favoráveis.
A mudança é especialmente importante nas regiões do norte, onde a substituição dos contratos antigos contribuiria para reduzir o custo da energia repassado pelas distribuidoras aos consumidores.
A esse fator se soma um ajuste relacionado ao dólar. Segundo o Ministério de Energia, a cotação considerada para o semestre anterior foi superior à registrada efetivamente, o que gerou um saldo favorável aos clientes regulados.
Essa diferença é incorporada ao cálculo do Preço de Nó Médio, um dos componentes usados na definição das tarifas de energia elétrica.
Antofagasta e Atacama devem ter as maiores reduções
As maiores quedas devem se concentrar no norte do país. Antofagasta registraria redução de 11%, seguida de Atacama, com 10,2%, e Arica e Parinacota, com 9,9%.
Em outras regiões, as variações estimadas seriam as seguintes:
- Tarapacá: redução de 7,4%.
- Coquimbo: queda de 8,4%.
- Valparaíso: redução de 8,5%.
- Região Metropolitana: queda de 4%.
- O'Higgins: redução de 2,7%.
- Maule: queda de 3,4%.
- Ñuble: redução de 4,2%.
- Biobío: queda de 3,7%.
- La Araucanía: redução de 3,9%.
- Aysén: queda de 2,4%.
No entanto, as tarifas não devem apresentar o mesmo comportamento em todas as regiões. Los Ríos, Los Lagos e Magallanes teriam aumentos de 6,2%, 4,9% e 2,4%, respectivamente.
Em Magallanes, o aumento se deve às condições específicas de seu sistema elétrico, que não está conectado ao Sistema Elétrico Nacional e tem preços reajustados por uma fórmula que considera, entre outros fatores, os combustíveis e a inflação.
Relatório definitivo será publicado em novembro
A CNE publicou o relatório preliminar em 15 de outubro, dando início a uma etapa de revisão na qual as empresas distribuidoras e outros interessados podem apresentar observações.
Depois, o órgão deverá publicar o documento definitivo, previsto para novembro de 2026, que permitirá definir com mais precisão as variações tarifárias para o primeiro semestre de 2027.
Portanto, os percentuais anunciados ainda não são definitivos. Sua aplicação dependerá do resultado do processo regulatório e das condições tarifárias de cada área de fornecimento.






