
O Chile soma 90 projetos de energia aprovados ambientalmente, com investimentos de US$ 11.854,84 milhões entre janeiro e setembro de 2026. Por trás desse volume de investimentos, porém, há uma tendência menos favorável: a apresentação de novas iniciativas caiu consideravelmente em relação ao ano anterior.
Segundo o relatório mais recente do Serviço de Avaliação Ambiental (SEA), nos primeiros nove meses do ano, 46 projetos de energia deram entrada no Sistema de Avaliação de Impacto Ambiental (SEIA), ante 132 no mesmo período de 2025. A diferença representa uma queda de 65,2% no número de iniciativas apresentadas.
A redução também aparece nos valores de investimento declarados. A carteira de projetos que deu entrada passou de US$ 20.032,22 milhões em 2025 para US$ 14.485,48 milhões em 2026, uma retração de 27,7%.
O cenário contrasta com as aprovações ambientais, que permanecem relativamente estáveis. Entre janeiro e setembro de 2025, foram aprovados 89 projetos de energia, com investimentos de US$ 12.371,76 milhões. Neste ano, 90 iniciativas receberam aprovação, com investimentos associados 4,2% menores.
Setembro acentua queda na entrada de novos projetos
Os dados do último mês mostram uma redução ainda mais acentuada. Em setembro de 2026, apenas quatro projetos de energia deram entrada para avaliação ambiental, ante 20 no mesmo mês do ano anterior. Isso equivale a uma queda de 80% no número de projetos apresentados.
Em termos de investimento, os projetos que deram entrada somaram US$ 908 milhões, ante US$ 2.395,86 milhões em setembro de 2025, uma redução de aproximadamente 62,1%.
A atividade se concentrou em duas regiões. Antofagasta registrou uma iniciativa de US$ 593 milhões, enquanto a Região Metropolitana recebeu três projetos, que somam US$ 315 milhões.
Em contrapartida, 13 projetos de energia, com investimentos de US$ 3.276,03 milhões, receberam aprovação ambiental em setembro. Atacama liderou os valores autorizados, com US$ 1.056,67 milhões, seguida por Valparaíso, com US$ 555 milhões; Antofagasta, com US$ 500 milhões; e a Região Metropolitana, com US$ 455 milhões.
Uma carteira de US$ 21.060 milhões segue em avaliação
No fim de setembro, o setor de energia mantinha 93 projetos em processo de avaliação ambiental, com investimentos declarados de US$ 21.060,49 milhões.
Antofagasta concentrava o maior valor, com US$ 6.575 milhões, seguida por Atacama, com US$ 3.577,96 milhões. Também havia iniciativas inter-regionais, que somavam US$ 2.675 milhões, e projetos em Los Lagos, no valor de US$ 2.591,43 milhões.
A diferença entre os projetos que deram entrada e os aprovados é importante para interpretar os dados. As iniciativas que recebem uma resolução ambiental favorável podem ter iniciado a tramitação em períodos anteriores. Por isso, as aprovações de 2026 não necessariamente correspondem a investimentos propostos neste ano.
Além disso, os valores aprovados correspondem a investimentos declarados, e não a recursos efetivamente executados. A realização de cada projeto depende de etapas posteriores, como a obtenção de licenças complementares, o financiamento e a construção.
Por ora, os dados do SEA mostram que o setor mantém uma carteira expressiva de projetos aprovados e em avaliação, mas recebe menos novas propostas do que em 2025. A evolução dos próximos meses permitirá avaliar se essa redução se mantém até o fim do ano.









