
O preço do níquel disparou na quinta-feira, 5 de novembro de 2026, na Bolsa de Metais de Londres (LME), após a Indonésia anunciar medidas contra empresas ligadas a um importante operador de mineração. Durante a sessão, o metal alcançou US$16.415 por tonelada, maior nível desde 25 de setembro.
O contrato de níquel para três meses chegou a subir 3,8%, para US$16.375 por tonelada ao longo do pregão, mas fechou oficialmente na LME a US$16.322. O movimento refletiu a preocupação dos operadores com possíveis restrições ao fornecimento da Indonésia, maior produtor mundial do metal, usado na fabricação de aço inoxidável e baterias recarregáveis.
Indonésia intensifica medidas contra empresas de mineração
A alta ocorreu após o grupo especial de ordenamento florestal da Indonésia anunciar, em 4 de novembro, uma intervenção sobre empresas ligadas ao empresário Arif Kurniawan, diante de indícios de irregularidades em licenças de mineração e no uso de áreas florestais.
A decisão prevê a revisão das operações das empresas relacionadas ao empresário, a recuperação de áreas utilizadas em desacordo com as normas e a aplicação de eventuais sanções administrativas. As autoridades afirmaram que também poderão ser iniciados processos criminais caso as investigações reúnam elementos suficientes.
A investigação avançou em 6 de novembro, quando a Procuradoria da Indonésia informou ter realizado buscas em seis locais de Jacarta relacionados a supostas irregularidades na gestão de licenças de mineração na província de Celebes Sudoriental. As diligências incluíram a apreensão de dinheiro, documentos e dispositivos eletrônicos.
As medidas aumentaram a atenção sobre a disponibilidade de minério na Indonésia, onde os produtores já enfrentam custos mais altos e restrições às cotas de extração em 2026. Ainda não foi determinado, porém, quanto essas medidas podem afetar a produção efetiva ou as exportações de níquel.
Cobre recua em meio à desvalorização das ações de tecnologia
O cobre teve desempenho oposto na mesma sessão. O contrato para três meses caiu a US$13.768,50 por tonelada, menor cotação intradiária desde 31 de julho, antes de fechar oficialmente a US$13.843,50 por tonelada.
A queda coincidiu com perdas expressivas nas bolsas dos Estados Unidos, sobretudo entre empresas ligadas a semicondutores e centros de dados. A desvalorização dessas ações afetou o ânimo dos investidores em relação aos metais industriais associados à expansão da infraestrutura tecnológica e da inteligência artificial.
O estanho também sofreu pressão vendedora, com recuo de 1,9%, para US$46.100 por tonelada durante a sessão. Na contramão, o alumínio avançou 1%, para US$3.078,50 por tonelada, enquanto o zinco caiu 0,3%.
Apesar da queda do cobre, o mercado chinês deu sinais de demanda por fornecimento importado. O prêmio de Yangshan, indicador do interesse em levar cobre para o país asiático, chegou a US$210 por tonelada, igualando uma máxima registrada em 2013. O movimento mostrou que a queda dos contratos futuros coexistia com uma oferta física restrita fora dos Estados Unidos.









