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México: Algo Grande Copper descobre novo skarn em Adelita e reporta 139,81 metros combinados com 1,3% de cobre equivalente

Em Adelita, os intervalos separados mostram que o teor combinado não conta toda a história: a continuidade do sistema ainda precisa ser comprovada.

México: Algo Grande Copper descobre novo skarn em Adelita e reporta 139,81 metros combinados com 1,3% de cobre equivalente

A exploradora canadense identificou uma nova zona mineralizada, denominada Margarita Skarn, no estado de Sonora, enquanto amplia a continuidade do sistema Cerro Grande com interseções de cobre, ouro e prata de alto teor.

A canadense Algo Grande Copper Corp. divulgou, em 28 de outubro de 2026, novos resultados de sondagem em seu projeto Adelita, localizado no estado de Sonora, no México. Os dados confirmam a descoberta de um novo skarn mineralizado e a extensão do sistema cuprífero Cerro Grande. O furo AG-CG-PH2-003 registrou 139,81 metros combinados com teor médio de 1,3% de cobre equivalente (CuEq), incluindo mineralização de cobre, ouro e prata em diferentes zonas do projeto.

O resultado corresponde a três intervalos mineralizados separados, e não a uma interseção contínua de 139,81 metros. Essa distinção é importante para interpretar corretamente o alcance geológico da descoberta e sua eventual contribuição para uma futura estimativa de recursos minerais.

A sondagem permitiu identificar Margarita Skarn, uma nova zona enriquecida em ouro localizada a aproximadamente 250 metros da mineralização interceptada na primeira fase de exploração.

A descoberta amplia as possibilidades de exploração do projeto Adelita, onde a Algo Grande Copper busca determinar a distribuição, a continuidade e as dimensões de um sistema de skarns com presença de cobre e metais preciosos.

Cerro Grande registra interseções de cobre equivalente de até 9,8%

Um dos resultados mais relevantes veio de Cerro Grande 2, onde a sondagem interceptou 87,98 metros com 1,6% de cobre equivalente, a partir de 196,35 metros de profundidade medida ao longo do furo.

Esse intervalo apresentou teores médios de 1,03% de cobre, 47,1 gramas por tonelada de prata e 0,35 grama por tonelada de ouro.

Na mesma zona, foram identificados trechos com maior concentração de metais, incluindo 7,40 metros com 5,2% de cobre equivalente e 1,95 metro com 9,8% de cobre equivalente.

A presença desses intervalos é um dado geológico relevante, embora ainda seja necessário determinar sua continuidade espacial e representatividade no depósito.

O furo foi projetado para investigar a extensão da mineralização identificada na primeira campanha de sondagem. Os resultados ampliam o conhecimento sobre o sistema Cerro Grande e reforçam a necessidade de dar continuidade às sondagens de delimitação.

Em Cerro Grande 3, os trabalhos identificaram quatro corpos de skarn mineralizados distribuídos em um trecho de 109,71 metros, entre 473,09 e 582,80 metros de profundidade do furo.

Entre os resultados estão intervalos de 4,15 metros com 1,6% de cobre equivalente e de um metro com 3,6% de cobre equivalente.

Essas interseções permitem estender a mineralização identificada em Cerro Grande até aproximadamente 485 metros de profundidade vertical.

Margarita Skarn abre novo alvo de exploração com presença de ouro

A descoberta de Margarita Skarn acrescenta uma nova dimensão ao potencial geológico de Adelita.

A nova zona fica aproximadamente 40 metros abaixo de Cerro Grande 3 e apresenta características mineralógicas distintas, com participação mais expressiva do ouro.

A sondagem interceptou 14,37 metros com 1,1% de cobre equivalente, a partir de 624,47 metros de profundidade do furo.

O intervalo registrou teores médios de 0,50% de cobre, 0,81 grama por tonelada de ouro e 8,7 gramas por tonelada de prata.

Nesse trecho, foi identificado um intervalo de 1,01 metro com 6,0% de cobre equivalente, composto por 2,10% de cobre e 4,98 gramas por tonelada de ouro.

A mineralização está associada a um endoskarn com magnetita, bornita e calcopirita, minerais que fornecem informações sobre as condições de formação do sistema.

Do ponto de vista estrutural, a interpretação geológica preliminar relaciona Margarita Skarn a uma falha denominada F3NW, que poderia representar um controle da mineralização ainda não identificado em Adelita.

Essa hipótese precisa ser investigada por novas sondagens para determinar a orientação, a extensão e a continuidade do corpo mineralizado.

A descoberta também levanta a possibilidade de identificar outras áreas associadas a estruturas semelhantes na propriedade, embora isso ainda precise ser confirmado por trabalhos adicionais de exploração.

Os números por trás dos resultados de Adelita

Os resultados do furo AG-CG-PH2-003 permitem distinguir as características das principais zonas mineralizadas investigadas.

Indicador

Resultado

Projeto

Adelita

Localização

Sonora, México

Empresa

Algo Grande Copper Corp.

Furo

AG-CG-PH2-003

Interseções combinadas

139,81 metros

Teor combinado

1,3% CuEq

Teor médio combinado de cobre

0,81%

Teor médio combinado de prata

35,6 g/t

Teor médio combinado de ouro

0,36 g/t

Cerro Grande 2

87,98 m com 1,6% CuEq

Margarita Skarn

14,37 m com 1,1% CuEq

Programa de sondagem da fase II

Aproximadamente 7.200 metros

O teor combinado de 1,3% CuEq é uma média ponderada pelo comprimento de três intervalos separados, de 87,98, 29,17 e 22,66 metros. Portanto, não deve ser interpretado como um único corpo mineralizado contínuo.

Além disso, os comprimentos correspondem a intervalos medidos ao longo dos furos e ainda não representam a espessura verdadeira dos corpos mineralizados.

Outro aspecto relevante é que o cálculo do cobre equivalente utiliza preços de referência de US$ 5,20 por libra de cobre, US$ 3.500 por onça de ouro e US$ 50 por onça de prata, considerando uma recuperação metalúrgica presumida de 80% para os três metais.

As recuperações efetivas ainda não foram determinadas por meio de testes metalúrgicos. Por isso, os valores de cobre equivalente têm caráter ilustrativo e não constituem uma avaliação econômica do depósito.

Segunda fase de sondagem supera 4.000 metros executados

Algo Grande Copper continua desenvolvendo seu programa exploratório de segunda fase, que prevê aproximadamente 7.200 metros de perfuração.

Até a atualização de 28 de outubro, a campanha havia acumulado mais de 4.000 metros perfurados.

Os trabalhos estão concentrados principalmente em Cerro Grande, onde está sendo realizada a sondagem AG-CG-PH2-009, enquanto outra equipe perfura no alvo Las Trancas.

A companhia aguarda os resultados analíticos de várias sondagens adicionais, incluindo os poços AG-CG-PH2-004 a AG-CG-PH2-009 e duas perfurações realizadas em Las Trancas.

Esses dados permitirão avaliar se as zonas mineralizadas identificadas mantêm continuidade lateral e em profundidade.

Paralelamente, o projeto iniciou em 22 de outubro uma campanha de gravimetria terrestre, destinada a identificar contrastes de densidade entre as rochas encaixantes e os corpos potencialmente associados à mineralização do tipo skarn.

As informações geofísicas poderão ajudar a definir novos alvos de perfuração, especialmente em setores onde a mineralização não apresenta expressão superficial evidente.

O potencial dos skarns de cobre, ouro e prata no México

Os depósitos do tipo skarn se formam geralmente pela interação de fluidos hidrotermais associados a intrusões magmáticas com rochas quimicamente reativas, sobretudo unidades carbonáticas.

Esses processos podem concentrar cobre, ferro, ouro, prata e outros elementos, formando corpos mineralizados cuja geometria depende dos contatos litológicos, das estruturas geológicas e das condições de circulação dos fluidos.

No caso de Adelita, a identificação de diferentes níveis mineralizados e de uma nova zona enriquecida em ouro reforça o interesse em compreender a arquitetura completa do sistema.

No entanto, a presença de intervalos de alto teor, por si só, não determina a viabilidade de uma futura operação de mineração.

Para avançar rumo a uma avaliação econômica, será necessário estabelecer recursos minerais, estudar a geometria dos corpos, realizar testes metalúrgicos e analisar fatores como profundidade, infraestrutura, acesso, custos operacionais e condições ambientais.

O México mantém uma posição de destaque na produção mundial de prata e conta com distritos de cobre e ouro de importância internacional. Sonora, em particular, concentra operações de cobre e atividades de exploração ligadas a sistemas magmáticos e hidrotermais.

Nesse contexto, Adelita é um projeto de exploração que busca ampliar o conhecimento sobre o potencial mineral da região.

O que a indústria acompanhará nos próximos resultados

O principal desafio para a Algo Grande Copper será transformar os resultados pontuais das perfurações em um modelo geológico suficientemente robusto para avaliar a escala do sistema.

A continuidade de Cerro Grande, a extensão de Margarita Skarn e os resultados pendentes de Las Trancas serão determinantes para definir novas prioridades de exploração.

Também será importante a atualização do relatório técnico conforme a norma canadense NI 43-101, encomendada em outubro à consultoria Addison Mining Services.

Esse trabalho permitirá integrar os dados gerados durante o primeiro ano de atividades da companhia em Adelita e atualizar a interpretação técnica do projeto.

Do ponto de vista do mercado, a descoberta ocorre em um cenário no qual a exploração de cobre mantém importância estratégica para a disponibilidade futura do metal, especialmente diante das necessidades de eletrificação, infraestrutura energética e expansão das redes elétricas.

No entanto, Adelita continua em fase de exploração, e esses resultados ainda não permitem estabelecer uma futura produção, um investimento de desenvolvimento ou uma data de início da operação.

A próxima etapa será marcada pela divulgação de novos resultados analíticos, pela interpretação dos levantamentos geofísicos e pela definição de perfurações adicionais, que permitirão determinar se os corpos mineralizados identificados fazem parte de um sistema com dimensões suficientes para justificar estudos mais avançados.

Para a indústria da mineração, o interesse pelo projeto está justamente nessa possibilidade: passar de interceptações de cobre, ouro e prata de alto teor para uma caracterização geológica que permita mensurar, com maior certeza, seu verdadeiro potencial econômico.