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Colômbia: Tiger Gold intercepta 450,9 metros com 0,6 g/t de ouro e amplia exploração do projeto Quinchía

A sondagem em Ceibal terminou dentro da zona aurífera, portanto ainda não se sabe até onde a mineralização se estende em profundidade.

Colômbia: Tiger Gold intercepta 450,9 metros com 0,6 g/t de ouro e amplia exploração do projeto Quinchía

A mineradora canadense confirmou novos resultados de sondagem no alvo Ceibal, onde identificou mineralização aurífera desde a superfície. A empresa avança com três sondas para definir sua primeira estimativa de recursos minerais em 2027.

A canadense Tiger Gold Corp. divulgou em 29 de outubro de 2026 novos resultados de exploração em seu projeto de ouro Quinchía, na Colômbia. O destaque foi uma interceptação de 450,9 metros com teor médio de 0,6 grama de ouro por tonelada (g/t Au) desde a superfície, no alvo Ceibal. A sondagem também identificou intervalos de teores mais altos e terminou dentro de uma zona mineralizada, mantendo abertas as possibilidades de expansão do sistema em profundidade.

Os resultados são da sondagem CEDDH-022 e fazem parte de uma campanha voltada a determinar a extensão, a continuidade e as características geológicas da mineralização em Ceibal, um dos alvos do projeto Quinchía, localizado no cinturão aurífero do Cauca Médio.

A exploração ganha relevância pela combinação de intervalos extensos, mineralização próxima à superfície e novas sondagens destinadas a investigar áreas ainda insuficientemente delimitadas.

A Tiger Gold também concluiu uma sondagem de extensão a 175 metros a sudoeste da CEDDH-022. Os resultados analíticos ainda estão pendentes. O trabalho busca verificar se o sistema aurífero continua além dos limites já explorados.

Sondagem confirma mineralização aurífera desde a superfície

A sondagem CEDDH-022 atravessou um intervalo mineralizado de 450,9 metros, com teor médio de 0,6 g/t de ouro. Dentro desse intervalo, foram identificadas duas zonas com maior concentração de ouro.

Os principais resultados foram:

Parâmetro

Resultado

Sondagem

CEDDH-022

Intervalo principal

450,9 metros

Teor médio de ouro

0,6 g/t Au

Primeiro intervalo de maior teor

9 metros com 1,4 g/t Au

Segundo intervalo de maior teor

8 metros com 1,3 g/t Au

Teor médio de prata

1,0 g/t Ag

Teor médio de cobre

0,05% Cu

Situação ao término da sondagem

Terminou em zona mineralizada

O primeiro intervalo de maior teor começa a 288 metros de profundidade medida ao longo da sondagem, enquanto o segundo ocorre a partir de 434 metros.

Um aspecto importante é que a sondagem terminou sem sair da zona mineralizada. Isso significa que ainda não foi definido o limite inferior da mineralização nesse ponto.

No entanto, os 450,9 metros correspondem ao comprimento do testemunho de sondagem, e não à espessura real do corpo mineralizado — uma diferença fundamental na avaliação do potencial geológico e econômico de um depósito.

A estimativa das espessuras verdadeiras dependerá de mais informações sobre a geometria, a orientação e a continuidade do sistema.

Quatro sondagens reforçam a presença de um amplo sistema aurífero

O novo resultado se soma a uma série de sondagens que identificaram mineralização de ouro em um mesmo perfil geológico de Ceibal.

Entre os resultados anteriores, destacam-se:

  • CEDDH-011: 685,35 metros com 0,6 g/t de ouro desde a superfície.
  • CEDDH-002: 579,1 metros com 0,5 g/t de ouro a partir de 7,5 metros de profundidade.
  • CEDDH-019: 232 metros com 0,5 g/t de ouro desde a superfície e outro intervalo de 165,7 metros com 0,9 g/t de ouro.
  • CEDDH-022: 450,9 metros com 0,6 g/t de ouro desde a superfície.

Na sondagem CEDDH-019, também foi identificado um intervalo de 36 metros com teor de 2,9 g/t de ouro, um dos resultados com maior concentração aurífera registrados nessa área.

A presença de intervalos extensos em quatro sondagens é um dado favorável para o trabalho de modelagem geológica.

Ainda assim, é necessário determinar como as zonas de maior teor se conectam, especialmente porque ocorrem em diferentes unidades de rocha.

O sistema apresenta mineralização associada a dioritos, dacitos porfiríticos e brechas intrusivas, além de alterações hidrotermais que permitem estudar os processos responsáveis pela concentração de ouro.

A identificação dessas características será determinante para estabelecer domínios geológicos e, posteriormente, avaliar a distribuição dos teores no depósito.

Tiger Gold amplia as sondagens em 175 metros na direção sudoeste

Um dos movimentos mais relevantes da exploração é a sondagem CEDDH-029, localizada 175 metros a sudoeste da CEDDH-022.

Essa sondagem atingiu 301 metros de comprimento final e foi planejada para investigar uma possível extensão da mineralização em uma área menos explorada.

O objetivo é verificar se as zonas auríferas identificadas em profundidade continuam lateralmente e podem ser encontradas em níveis mais próximos da superfície.

Os resultados laboratoriais da CEDDH-029 ainda não estão disponíveis. Portanto, essa sondagem ainda não permite confirmar uma extensão mineralizada de 175 metros.

A distinção é importante do ponto de vista técnico: o deslocamento da sonda representa um teste exploratório, enquanto a continuidade do depósito precisa ser demonstrada por resultados analíticos e interpretação geológica.

O corredor mineralizado de Ceibal tem orientação geral de noroeste a nor-noroeste e é interpretado preliminarmente como um sistema subvertical.

A mineralização permanece aberta a oeste, sudoeste e em profundidade, enquanto determinados setores centrais ainda precisam de sondagens adicionais.

Esses dados mantêm oportunidades de exploração, embora a geometria definitiva do depósito ainda não tenha sido estabelecida.

Mais de 11.200 metros perfurados e três sondas em operação em Ceibal

A Tiger Gold concentrou suas atividades de exploração em Ceibal após concluir as sondagens planejadas no alvo Tesorito.

Atualmente, três sondas trabalham em Ceibal, onde a empresa já perfurou mais de 11.200 metros em 27 sondagens.

O programa inclui resultados pendentes de 14 sondagens, seis delas voltadas a investigar a extensão da mineralização para sudoeste.

A concentração de equipamentos reflete a prioridade dada a Ceibal na avaliação geral do projeto Quinchía.

O desafio técnico é transformar os resultados de cada sondagem em um modelo geológico consistente o suficiente para embasar uma estimativa de recursos minerais.

Para isso, será necessário integrar informações sobre teores, litologia, alterações, estruturas e distribuição espacial da mineralização.

A densidade da malha de sondagem também terá papel central na classificação dos recursos, especialmente em setores onde ainda há grandes distâncias entre os furos.

Projeto Quinchía prevê novas estimativas de recursos em 2027

O projeto Quinchía reúne diferentes alvos auríferos no cinturão do Cauca Médio, uma província geológica reconhecida pelo potencial de sistemas de ouro associados a intrusões.

Ceibal fica aproximadamente um quilômetro ao sul do depósito Miraflores e um quilômetro a sudoeste de Tesorito.

Essa proximidade geográfica permite avaliar os diferentes corpos mineralizados dentro de uma estratégia integrada de desenvolvimento, embora cada um exija caracterização geológica e estimativas próprias.

A Tiger Gold prevê avançar para uma primeira estimativa de recursos minerais de Ceibal perto do fim do primeiro trimestre de 2027.

Paralelamente, a companhia aguarda os resultados de 19 sondagens em Tesorito, que totalizam 3.484 metros perfurados.

Esses dados serão usados para atualizar a estimativa de recursos minerais do depósito nos primeiros meses de 2027.

Na sequência, a empresa planeja elaborar uma avaliação econômica preliminar, conhecida pela sigla em inglês PEA, com conclusão prevista para perto do fim do primeiro trimestre do próximo ano.

O estudo prevê integrar Tesorito e Miraflores, além de Ceibal, caso sua primeira estimativa de recursos seja concluída com sucesso.

A inclusão de um novo depósito na análise pode alterar as alternativas de desenvolvimento do projeto, mas sua contribuição econômica dependerá de fatores ainda não determinados, como tonelagem, teores, recuperação metalúrgica, custos e infraestrutura necessária.

Potencial econômico e desafios para uma futura operação

Intervalos extensos de mineralização aurífera podem ser relevantes para projetos que avaliam métodos de lavra em grande escala.

No entanto, um teor médio de 0,6 g/t de ouro, por si só, não permite determinar a rentabilidade de uma eventual operação.

A viabilidade dependerá do volume de minério que pode ser recuperado economicamente, de sua distribuição espacial, da relação estéril/minério, das características metalúrgicas e dos custos de processamento.

Também será preciso considerar as necessidades de água, energia, acessos, infraestrutura e gestão ambiental, além das autorizações necessárias.

Por enquanto, Ceibal segue em fase de exploração e ainda não conta com uma estimativa inicial de recursos minerais publicada.

Também não há decisão de construção vinculada a esses resultados.

Para a Colômbia, o avanço de projetos auríferos como Quinchía representa uma oportunidade de ampliar o conhecimento sobre seus recursos minerais e avaliar futuros investimentos em exploração e desenvolvimento.

O impacto efetivo sobre empregos, fornecedores e a atividade econômica regional dependerá da evolução técnica e regulatória do projeto.

O que a indústria da mineração acompanhará em 2027

Os próximos resultados da Tiger Gold serão decisivos para determinar se Ceibal pode avançar de um alvo de exploração para um depósito com recursos minerais definidos.

A atenção estará voltada para as análises pendentes das 14 sondagens, especialmente aquelas destinadas a verificar a continuidade da mineralização para sudoeste.

Também será importante saber se as zonas de maior teor identificadas em diferentes sondagens têm conexões geológicas que permitam compreender melhor o sistema.

A futura estimativa de recursos deverá oferecer uma primeira aproximação quantitativa do tamanho do depósito, enquanto a avaliação econômica preliminar permitirá examinar possíveis alternativas de desenvolvimento para Quinchía.

O resultado de 450,9 metros com 0,6 g/t de ouro reforça as evidências exploratórias de Ceibal, mas a dimensão econômica da descoberta ainda precisa ser demonstrada.

Com três sondas em operação, resultados de sondagens pendentes e estudos previstos para 2027, a Tiger Gold entra em uma etapa decisiva para determinar o verdadeiro potencial desse sistema aurífero colombiano.

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