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Canadá: Nine Mile Metals confirma duas zonas de alto teor, com até 8,40% de cobre equivalente e 17,05% de zinco

Entre as duas interseções de Wedge há um intervalo de quase três metros, detalhe importante para interpretar a continuidade do depósito.

Canadá: Nine Mile Metals confirma duas zonas de alto teor, com até 8,40% de cobre equivalente e 17,05% de zinco

A canadense Nine Mile Metals identificou novas interseções de sulfetos maciços no projeto Wedge, em New Brunswick. Os resultados incluem 12 metros com 3,33% de cobre equivalente e um trecho de 7 metros com 8,35% de zinco, reforçando o potencial de expansão do depósito polimetálico.

A mineradora canadense Nine Mile Metals confirmou duas zonas de mineralização de alto teor no projeto Wedge, localizado no distrito mineiro de Bathurst, na província de New Brunswick, Canadá. Os resultados da sondagem WD-26-12 identificaram concentrações de cobre, zinco, chumbo, prata e ouro em um sistema de sulfetos maciços vulcanogênicos (VMS), com interseções que chegaram a 8,40% de cobre equivalente em uma amostra individual.

A sondagem, cujos resultados foram divulgados em 5 de novembro de 2026, interceptou uma primeira zona mineralizada de 12 metros, com 3,33% de cobre equivalente, incluindo 7 metros com 4,40% de cobre equivalente e teor médio de zinco de 8,35%.

Uma segunda zona, em maior profundidade, registrou 5,10 metros com 2,85% de cobre equivalente. As duas interseções são separadas por um intervalo de 2,90 metros e, portanto, não formam um trecho contínuo de mineralização.

Os resultados reforçam a interpretação geológica de Wedge e acrescentam informações para as próximas avaliações de recursos minerais. A empresa segue investigando a extensão do depósito para os lados e em profundidade, com sondagens e levantamentos geofísicos.

Sondagem identifica zinco, cobre, chumbo, prata e ouro

A sondagem WD-26-12 foi realizada no setor sudoeste da área de perfuração, com azimute de 355 graus, inclinação de 65 graus abaixo da horizontal e profundidade final de 155 metros.

A perfuração começou em sedimentos grafíticos e atravessou unidades sedimentares deformadas e rochas vulcânicas antes de alcançar as primeiras estruturas mineralizadas, a cerca de 121 metros de profundidade.

Nesse setor, foram identificados sulfetos maciços, principalmente associados a pirita e calcopirita, além de bandas de esfalerita e galena, minerais relacionados à presença de zinco e chumbo.

Os principais resultados foram:

Intervalo da sondagem

Espessura

Cobre equivalente

Zinco

121,00 a 133,00 m

12,00 m

3,33%

5,24%

126,00 a 133,00 m

7,00 m

4,40%

8,35%

127,00 a 132,00 m

5,00 m

4,82%

9,34%

135,90 a 141,00 m

5,10 m

2,85%

1,99%

139,00 a 141,00 m

2,00 m

3,40%

1,94%

Os intervalos de 7 e 5 metros fazem parte da primeira interseção, de 12 metros, enquanto o trecho de 2 metros está incluído na segunda zona.

As espessuras correspondem às larguras verdadeiras informadas para as interseções mineralizadas, dado importante para interpretar a geometria do depósito.

A primeira zona também registrou médias de 0,61% de cobre, 1,16% de chumbo, 34,99 gramas por tonelada de prata e 0,54 grama por tonelada de ouro.

A segunda apresentou teor médio de cobre mais alto, de 0,91%, acompanhado de 2,56% de chumbo, 34,39 gramas por tonelada de prata e 0,51 grama por tonelada de ouro.

Essas diferenças refletem variações na distribuição dos metais nas estruturas mineralizadas, uma característica comum em depósitos polimetálicos de sulfetos maciços.

Amostra registra 17,05% de zinco e 111 gramas de prata por tonelada

Um dos resultados de maior destaque é o da amostra 396555, coletada entre 131 e 132 metros de profundidade.

A análise apontou 17,05% de zinco, 4,88% de chumbo, 0,67% de cobre, 111 gramas por tonelada de prata e 0,581 grama por tonelada de ouro.

A combinação desses cinco metais permitiu calcular um teor de 8,40% de cobre equivalente para esse metro específico.

Também foi identificada uma amostra com 3,43% de cobre entre 123 e 124 metros de profundidade, indicando a presença de setores com altas concentrações desse metal no sistema.

Esses resultados são especialmente relevantes para entender a distribuição das diferentes espécies minerais e sua possível contribuição econômica.

No entanto, o cobre equivalente não representa um teor real de cobre nem garante determinada recuperação metalúrgica.

O cálculo considera o valor estimado dos cinco metais com base em preços de referência de 26 de agosto de 2026 e pressupõe recuperação metalúrgica uniforme de 95%.

Esse percentual é uma hipótese usada para comparar os teores, e não uma recuperação comercial comprovada para o depósito.

Estudos geofísicos buscam ampliar o depósito Wedge

A Nine Mile Metals também iniciou uma nova etapa de estudos geofísicos com medições eletromagnéticas em furos de sondagem, conhecidas como BHEM.

Essa tecnologia permite identificar respostas condutoras ao redor de perfurações existentes, o que pode ajudar a localizar corpos de sulfetos maciços ainda não interceptados diretamente.

Os trabalhos se concentrarão na extensão leste identificada recentemente, no flanco oeste e em setores profundos do depósito.

O objetivo é definir melhor novos alvos de sondagem e identificar possíveis conexões entre estruturas mineralizadas.

Paralelamente, a empresa prepara a incorporação dos resultados ao modelo geológico tridimensional de Wedge, com o objetivo de atualizar a documentação técnica de acordo com o padrão canadense NI 43-101 e avançar para uma futura estimativa de recursos minerais.

A campanha de 2026 já apresentou várias interseções de interesse. Entre elas, a sondagem WD-26-11 registrou 10,70 metros com 3,08% de cobre equivalente, enquanto a WD-26-18 atingiu 11,65 metros com 7,13% de cobre equivalente.

Esses dados indicam que a mineralização de alto teor não se limita à sondagem WD-26-12, embora ainda seja necessário integrar as informações para determinar a continuidade geológica e os volumes do depósito.

Estudos metalúrgicos serão decisivos para o projeto

Um dos principais desafios da Wedge será determinar como recuperar comercialmente os metais presentes nas diferentes zonas mineralizadas.

Os depósitos VMS podem conter vários minerais sulfetados, que exigem circuitos de processamento específicos para a produção de concentrados comerciais.

Nesse contexto, a Nine Mile Metals mantém trabalhos de avaliação metalúrgica relacionados à SGS Lakefield e à Glencore.

As análises foram concluídas, mas, no momento do anúncio, ainda faltava receber o relatório final de garantia e controle de qualidade.

Os resultados serão importantes para determinar o comportamento do cobre, zinco, chumbo, prata e ouro durante o processamento, além de identificar eventuais limitações técnicas.

Bathurst reforça seu potencial em minerais críticos

O distrito de Bathurst tem uma longa história de mineração associada a depósitos de sulfetos maciços vulcanogênicos.

Esse tipo de jazida se forma por processos hidrotermais ligados à atividade vulcânica submarina e pode concentrar diferentes metais industriais e preciosos.

A Nine Mile Metals desenvolve na região os projetos Wedge, Nine Mile Brook, California Lake e Canoe Landing Lake.

A presença de cobre, zinco e prata ganha relevância em um mercado no qual esses materiais são usados em infraestrutura elétrica, construção, eletrônica e tecnologias industriais.

No entanto, o avanço da Wedge dependerá de fatores técnicos e econômicos que ainda precisam ser quantificados.

O projeto continua em fase de exploração, e os resultados disponíveis, por si só, não comprovam sua viabilidade econômica. Também não permitem estimar a produção futura, os investimentos em construção ou a geração de empregos permanentes.

Novas sondagens definirão o potencial de crescimento

O próximo passo será integrar os novos interceptos, os estudos eletromagnéticos e as análises metalúrgicas a um modelo geológico que permita avaliar a extensão da jazida.

As futuras sondagens deverão verificar a continuidade das estruturas a oeste, a leste e em profundidade.

Também será necessário determinar como os teores variam entre os diferentes lentes mineralizados, especialmente nas áreas em que as concentrações de zinco e chumbo superam as de cobre.

Para a Nine Mile Metals, a confirmação de duas zonas polimetálicas em WD-26-12 traz novos dados para o avanço da exploração na Wedge.

A combinação de 12 metros com 3,33% de cobre equivalente, uma amostra com 17,05% de zinco e a identificação de uma segunda zona de sulfetos maciços reforça o interesse geológico do projeto.

A próxima avaliação decisiva será determinar se esses interceptos podem ser integrados em corpos mineralizados com continuidade suficiente para embasar uma estimativa de recursos e, posteriormente, estudos econômicos mais abrangentes.