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Colômbia: Collective Mining descobre novas zonas de ouro de alto teor em Apollo e prevê ampliar recursos minerais

Parte do ouro encontrado em Apollo está fora dos recursos atuais; ainda é preciso confirmar se as sondagens poderão comprovar sua continuidade.

Colômbia: Collective Mining descobre novas zonas de ouro de alto teor em Apollo e prevê ampliar recursos minerais

A mineradora canadense interceptou 14,25 metros com 6,49 g/t de ouro equivalente e 67,25 metros com 1,58 g/t em áreas fora dos recursos atualmente estimados. Os resultados reforçam o potencial de expansão do depósito Apollo, localizado no departamento de Caldas.

A canadense Collective Mining Ltd. apresentou, em 27 de outubro de 2026, novos resultados de sondagem diamantada no depósito Apollo, parte do projeto Guayabales, na Colômbia, confirmando a presença de mineralização de ouro de alto teor em áreas que atualmente não fazem parte da estimativa de recursos minerais.

Os resultados incluem uma interseção de 14,25 metros com teor de 6,49 gramas por tonelada de ouro equivalente (AuEq) e outra de 67,25 metros com 1,58 g/t AuEq, ambas obtidas na porção leste da chamada Zona de Halo Superficial (Shallow Halo Zone).

As descobertas fazem parte de uma campanha que busca determinar a continuidade da mineralização ao redor do corpo principal de Apollo e avaliar seu potencial para inclusão em futuras atualizações de recursos.

As novas informações geológicas são relevantes porque ampliam o conhecimento de áreas próximas à superfície, onde as condições de profundidade e a distribuição da mineralização podem influenciar os projetos de lavra e a avaliação econômica do projeto.

Sondagens confirmam ouro de alto teor fora dos recursos atuais

A campanha considerou resultados de 30 furos de sondagem diamantada, dos quais 24 foram direcionados à investigação da Zona de Halo Superficial de Apollo.

Um dos resultados mais relevantes corresponde ao furo APC-218, executado a partir da plataforma Pad43, que interceptou 14,25 metros com 6,49 g/t AuEq a partir de 81,60 metros de profundidade.

Dentro desse intervalo, foi identificado um trecho de 3,60 metros com teor significativamente mais alto, equivalente a 18,83 g/t AuEq, incluindo 16,19 g/t de ouro e 136 g/t de prata.

Na mesma área, o furo APC-204 interceptou 67,25 metros com 1,58 g/t AuEq a partir de 95 metros de profundidade. Essa interseção contém um trecho de 19,70 metros com 4,42 g/t AuEq.

Ambos os resultados foram registrados em uma área fora dos recursos minerais atuais, o que abre a possibilidade de incluir nova mineralização em futuras estimativas, desde que trabalhos adicionais confirmem sua continuidade.

Principais resultados de sondagem

Furo

Intervalo

Teor de ouro equivalente

APC-218

14,25 metros

6,49 g/t AuEq

APC-204

67,25 metros

1,58 g/t AuEq

APC-226

197,40 metros

0,74 g/t AuEq

APC-200

4,70 metros

12,00 g/t AuEq

APC-188

19,05 metros

5,48 g/t AuEq

GTC-4

1,55 metros

42,79 g/t AuEq

Os intervalos correspondem a comprimentos medidos ao longo dos furos e não representam necessariamente a espessura verdadeira dos corpos mineralizados.

Zona superficial tem potencial para ampliar o depósito Apollo

A Zona de Halo Superficial corresponde a uma faixa mineralizada interpretada com aproximadamente 2,4 quilômetros de comprimento e 200 metros de largura, localizada ao redor do depósito principal.

Essa área apresenta mineralização de metais preciosos desde a superfície até profundidades aproximadas de 150 metros, incluindo rochas oxidadas, de transição e material primário.

Os novos resultados indicam que a mineralização não se restringe ao núcleo de maior concentração identificado anteriormente, mas também ocorre em áreas periféricas do depósito.

Na área norte, o furo APC-226 interceptou 197,40 metros com 0,74 g/t AuEq a partir de apenas 2,85 metros de profundidade.

Dentro desse intervalo, foram identificados 30,55 metros com 2,02 g/t AuEq em rocha oxidada.

Na área sudeste, o furo APC-200 registrou 4,70 metros com 12,00 g/t AuEq, incluindo concentrações de prata de 506 gramas por tonelada.

Esses dados mostram uma distribuição de mineralização que combina ouro, prata e cobre em diferentes proporções, característica relevante para futuros estudos metalúrgicos e de recuperação.

A presença de mineralização próxima à superfície também permite avaliar alternativas de lavra a céu aberto, embora sua viabilidade dependa de fatores como geometria, continuidade dos teores, relação estéril/minério e custos operacionais.

59% do halo mineralizado ainda não foi sondado

Um dos principais dados da campanha diz respeito ao nível de exploração alcançado até o momento.

A Collective Mining investigou por meio de sondagens aproximadamente 41% da área interpretada da Zona de Halo Superficial; portanto, 59% ainda aguarda avaliação direta.

Além disso, dos 24 furos recentes executados nessa área, 22 registraram intervalos mineralizados acima do teor de corte de 0,30 g/t AuEq, usado como referência para a estimativa de recursos a céu aberto.

Desde a divulgação da primeira estimativa de recursos de Apollo, em 8 de setembro de 2026, 44 dos 47 furos reportados nessa área interceptaram intervalos acima desse limite.

Esse comportamento geológico reforça as perspectivas de identificação de mineralização adicional tanto dentro do modelo conceitual de cava existente quanto em áreas que ainda precisam ser sondadas.

No entanto, superar o teor de corte não garante que um intervalo possa ser automaticamente incluído em uma estimativa de recursos, pois também é necessário avaliar sua continuidade, volume, classificação geológica e perspectivas razoáveis de extração econômica.

Apollo tem mais de cinco milhões de onças de ouro equivalente em recursos

O projeto Apollo é o principal ativo da Collective Mining em Guayabales, localizado no departamento de Caldas, na Colômbia.

A primeira estimativa de recursos minerais, divulgada em setembro de 2026, considera duas categorias principais.

  • Recursos indicados: 37 milhões de toneladas com teor médio de 2,17 g/t AuEq, equivalentes a 2,58 milhões de onças de ouro equivalente.
  • Recursos inferidos: 48,2 milhões de toneladas com teor médio de 1,83 g/t AuEq, equivalentes a 2,83 milhões de onças de ouro equivalente.

As duas categorias somam aproximadamente 5,41 milhões de onças de ouro equivalente, mas devem ser mantidas separadas devido aos diferentes níveis de confiança geológica.

Os recursos indicados têm um nível mais elevado de conhecimento técnico, enquanto os inferidos precisam de pesquisas adicionais para aprimorar sua classificação.

A empresa prevê atualizar a estimativa entre o quarto trimestre de 2027 e o primeiro trimestre de 2028, com a incorporação de aproximadamente 100.000 metros adicionais de sondagem.

Na sequência, pretende elaborar uma avaliação econômica preliminar para analisar alternativas de lavra e processamento.

Investimentos em exploração e desenvolvimento subterrâneo

A Collective Mining mantém intensa atividade de sondagem em Guayabales, com 13 sondas diamantadas em operação e um programa para 2026 que prevê até 90.000 metros.

Em 30 de junho de 2026, a companhia tinha US$93,7 milhões disponíveis em caixa, recursos que dão suporte ao financiamento do programa de exploração previsto para o ano.

No momento, a empresa aguarda os resultados analíticos de 69 furos de sondagem, incluindo 23 na Zona de Halo Superficial e 21 na chamada Ramp Zone.

Paralelamente, a mineradora avalia iniciar, no quarto trimestre de 2026, a construção de uma galeria exploratória subterrânea com aproximadamente três quilômetros.

A estrutura permitirá instalar plataformas de sondagem subterrâneas e avançar nos estudos de diferentes alvos mineralizados.

O cronograma prevê o início da investigação do sistema Trap a partir do interior da galeria no primeiro trimestre de 2027, com avanço posterior em direção a Plutus e à Ramp Zone.

A construção dessa estrutura poderá fornecer informações mais detalhadas sobre a geometria e a continuidade dos corpos mineralizados em profundidade.

Licenciamento ambiental e próximos passos do projeto

O avanço de Apollo também dependerá do processo de licenciamento e dos estudos necessários para definir uma futura operação de mineração.

A Collective Mining pretende apresentar, no segundo semestre de 2027, um pedido de licença ambiental para Apollo à Autoridade Nacional de Licenças Ambientais da Colômbia.

Essa etapa é importante para definir as condições de avaliação dos possíveis impactos ambientais, as medidas de gestão e as obrigações que o projeto eventualmente deverá cumprir.

A existência de recursos minerais e resultados positivos de exploração não significa que haja autorização para construir ou lavrar o depósito comercialmente.

Por isso, as próximas decisões deverão considerar informações geológicas, engenharia, metalurgia, infraestrutura, meio ambiente e aspectos sociais.

O que as novas descobertas representam para a mineração de ouro na região

Os resultados obtidos em Apollo mantêm o interesse pela Colômbia como área de exploração de ouro, prata e cobre, especialmente em distritos com sistemas mineralizados de grande extensão.

Para a Collective Mining, a principal oportunidade é determinar que parcela da mineralização identificada fora dos recursos atuais poderá ser incorporada a novas estimativas e qual seria o impacto sobre um eventual plano de lavra.

A grande proporção da área ainda não perfurada representa potencial de exploração, mas também incerteza geológica, que deverá ser esclarecida com novos furos de sondagem.

A continuidade das campanhas poderá gerar demanda por serviços especializados, sondagem, análises laboratoriais, engenharia e estudos ambientais no departamento de Caldas, a depender do ritmo dos investimentos e das autorizações necessárias.

O próximo ponto de atenção será a divulgação dos resultados das análises pendentes e a atualização do modelo geológico de Apollo, especialmente nos setores leste, norte e sudeste do halo superficial.

Com resultados de alto teor fora dos recursos atuais e uma extensa área ainda por investigar, o projeto Guayabales mantém abertas as possibilidades de expansão. A dimensão definitiva desse potencial dependerá das próximas campanhas de sondagem e de sua avaliação técnica e econômica posterior.