Pesquisa Mineral

Bayhorse Silver amplia zona mineralizada de prata nos Estados Unidos e identifica novos alvos de exploração com tecnologia de satélite

Bayhorse Silver Inc. amplia zona mineralizada de prata no Oregon e identifica novos alvos de exploração em Idaho com o apoio de sondagens e tecnologia de satélite.

Bayhorse Silver amplia zona mineralizada de prata nos Estados Unidos e identifica novos alvos de exploração com tecnologia de satélite

A mineradora canadense ampliou uma zona de brechas hidrotermais em seu projeto Bayhorse, no Oregon, por meio de sondagens subterrâneas. Uma análise de satélite também identificou estruturas com potencial de mineralização na direção do projeto Pegasus, em Idaho.

A canadense Bayhorse Silver Inc. ampliou a extensão conhecida de uma zona geológica associada à mineralização de prata em sua histórica mina Bayhorse, localizada no estado do Oregon, nos Estados Unidos. Os novos trabalhos de sondagem subterrânea permitiram delimitar uma estrutura de brechas hidrotermais com até 160 metros no sentido norte-sul e 180 metros no sentido leste-oeste. Já um estudo multiespectral por satélite identificou novos alvos de exploração nas propriedades Bayhorse e Pegasus.

Os resultados, apresentados em 19 de outubro de 2026, fazem parte de um programa voltado a avaliar a continuidade da mineralização e ampliar o conhecimento geológico do distrito. A empresa busca determinar se as estruturas identificadas podem embasar futuras adições aos recursos minerais e novas campanhas de sondagem.

O avanço ocorre enquanto a Bayhorse Silver segue em busca das autorizações para realizar sondagens a partir da superfície, etapa necessária para determinar a extensão e os teores de prata dos setores que ainda não foram avaliados diretamente.

Sondagens ampliam estrutura geológica até 318 metros abaixo da mina

A campanha recente identificou brechas hidrotermais intensamente silicificadas em quatro sondagens diamantadas subterrâneas. Esses resultados, analisados em conjunto com a sondagem DDH2024-01, ampliaram a área conhecida da estrutura para profundidades entre 75 e 318 metros abaixo das escavações mineiras existentes.

As brechas hidrotermais são estruturas formadas por processos geológicos associados à circulação de fluidos quentes e podem constituir ambientes favoráveis à concentração de minerais metálicos.

Em Bayhorse, sua identificação é relevante porque a mineralização de prata está ligada a corpos de riolito e a um sistema estrutural afetado por deslocamentos causados por falhas geológicas.

No entanto, as análises químicas das quatro sondagens recentes ainda estão pendentes. Portanto, a ampliação da estrutura geológica não representa, por enquanto, uma expansão confirmada dos recursos minerais nem permite determinar novos teores de prata.

A interpretação geológica elaborada pelo especialista Clay Conway também permitiu identificar que uma seção superior do corpo de riolito mineralizado foi deslocada para o sul por movimentos tectônicos.

Esse deslocamento teria separado parte da mineralização histórica de uma estrutura localizada mais ao norte, cuja continuidade é um dos principais alvos da exploração.

Mina Bayhorse tem recursos inferidos de 6,3 milhões de onças de prata

O projeto Bayhorse conta com uma estimativa histórica de recursos minerais inferidos, elaborada em 2018 segundo o padrão canadense NI 43-101, que serve de referência para os trabalhos atuais.

Entre os principais dados estão:

Indicador

Dado

Empresa operadora

Bayhorse Silver Inc.

Localização

Oregon, Estados Unidos

Recursos inferidos

292.300 toneladas curtas

Prata contida

6,3 milhões de onças

Teor reportado

21,65 onças por tonelada curta

Extensão norte-sul das brechas

160 metros

Extensão leste-oeste das brechas

180 metros

Profundidade abaixo das escavações existentes

75 a 318 metros

A estimativa de recursos corresponde ao depósito avaliado anteriormente e não incorpora automaticamente as novas áreas identificadas durante a campanha de 2026.

A empresa também identificou uma seção historicamente lavrada e deslocada por estruturas geológicas, com extensão vertical estimada em 40 metros, desenvolvimento mínimo de 227 metros no sentido leste-oeste e espessura média entre 45 e 60 metros.

Essas características reforçam a necessidade de compreender a geometria do depósito antes de definir novas áreas de lavra.

Para converter o potencial geológico em recursos adicionais, será necessário concluir as sondagens, obter os resultados analíticos e realizar as avaliações técnicas correspondentes.

Tecnologia de satélite identifica estruturas na direção do projeto Pegasus

Um dos destaques da atualização é o uso de tecnologia multiespectral por satélite para investigar a continuidade das estruturas mineralizadas.

A Bayhorse Silver contratou a ProSat para realizar uma análise que integrou seis conjuntos de informações geológicas e geofísicas: estruturas, óxidos de ferro, minerais argilosos, anomalias térmicas, gravidade e radiometria.

A integração dessas variáveis com ferramentas de aprendizado de máquina permitiu identificar padrões que podem estar associados a sistemas de alteração hidrotermal e estruturas favoráveis à mineralização.

Os resultados foram comparados com um levantamento eletromagnético VTEM realizado em 2024 e com estudos de polarização induzida conduzidos em 2025.

A análise identificou sinais de interesse que se estendem das proximidades das escavações de Bayhorse até cerca de 365 metros ao norte das concessões patenteadas da mina.

Essas anomalias também acompanham a tendência geológica do riolito em direção às propriedades do projeto Pegasus, localizado em Idaho.

Nesse setor, trabalhos geológicos anteriores identificaram riolitos associados a prata, cobre e antimônio, além de ocorrências anômalas de ouro.

A convergência de diferentes métodos de exploração aumenta o interesse em investigar essas estruturas, embora as anomalias de satélite, por si só, não sejam evidência suficiente para confirmar novos depósitos minerais.

Possível relação com um sistema magmático profundo

A interpretação geológica também considera a possível existência de um corpo plutônico enterrado entre dois e três quilômetros ao norte da mina Bayhorse.

Esse alvo foi identificado por meio do levantamento eletromagnético de 2024 e pode estar relacionado aos processos hidrotermais responsáveis por parte da mineralização regional.

Uma possível conexão entre as brechas hidrotermais, os corpos de riolito e uma fonte magmática profunda abre novas possibilidades para compreender o sistema mineralizado.

No entanto, a existência, a geometria e a relevância metalogenética desse corpo ainda precisam ser investigadas.

Licenças de perfuração condicionam a próxima etapa do projeto

Apesar dos avanços geológicos, a Bayhorse Silver enfrenta restrições regulatórias que condicionam o desenvolvimento de sua próxima campanha.

Em 20 de fevereiro de 2026, a empresa apresentou ao Departamento de Geologia e Indústrias Minerais do Oregon (DOGAMI) um pedido de autorização para perfuração a partir da superfície.

O processo sofreu atrasos administrativos relacionados ao volume de solicitações e à disponibilidade de pessoal do órgão.

O prazo antes do início da tramitação, inicialmente fixado em 90 dias, foi posteriormente ampliado para 180 dias.

Até a atualização de outubro, não havia uma data confirmada para a aprovação definitiva.

A situação é especialmente relevante porque as perfurações subterrâneas em andamento têm limitações de orientação e acesso para investigar as estruturas ao norte.

A empresa estima que alguns desses alvos estejam aproximadamente entre 60 e 70 metros ao norte e entre 20 e 30 metros abaixo do trecho deslocado para o sul.

As perfurações a partir da superfície permitiriam avaliar diretamente essas áreas e determinar a continuidade da mineralização.

Às restrições regulatórias soma-se a proximidade do inverno no Oregon, cujas condições meteorológicas podem dificultar a realização dos trabalhos.

Estudos ambientais avançam enquanto o processo de licenciamento da mina segue em andamento

Paralelamente, a Bayhorse Silver mantém atividades relacionadas à preparação de seu pedido de licença integrada para operação da mina.

Os trabalhos incluem estudos de águas subterrâneas, caracterização geoquímica e coleta de informações técnicas necessárias à avaliação regulatória.

A empresa trabalha com a consultoria independente Haley & Aldrich na coordenação dessas atividades.

O ensaio mais recente de águas subterrâneas está em andamento, e a empresa prevê concluir o relatório dos estudos de linha de base antes do fim de 2026.

Essas informações são necessárias para avaliar as condições ambientais do projeto e embasar as decisões da autoridade sobre uma eventual operação da mina.

O atraso na autorização para perfurações superficiais não impede a continuidade dos estudos ambientais, embora ambos os processos sejam determinantes para o planejamento futuro do projeto.

Prata, cobre e antimônio ampliam o interesse geológico do distrito

A exploração em Bayhorse e Pegasus também desperta interesse pela presença de outros metais associados à mineralização de prata.

O cobre e o antimônio identificados em trabalhos anteriores são elementos adicionais a serem avaliados, especialmente diante da crescente atenção da indústria a minerais utilizados em infraestrutura elétrica, manufatura e aplicações tecnológicas.

No entanto, a presença desses metais não significa que exista atualmente uma estimativa de recursos economicamente lavráveis para cada um deles.

A Bayhorse Silver também conta com uma estrutura de classificação de minério em sua mina no Oregon e uma unidade de processamento por flotação no condado de Payette, Idaho, com capacidade instalada de até 60 toneladas diárias.

A existência dessas instalações é um dado relevante para avaliar alternativas de processamento, embora qualquer aumento futuro das atividades dependa de autorizações, disponibilidade de minério e resultados técnicos e econômicos.

Para o setor de mineração, o caso Bayhorse ilustra a combinação de métodos tradicionais de exploração com tecnologias de análise geoespacial e geofísica, usadas para reduzir as incertezas em depósitos geologicamente complexos.

O próximo passo será conhecer os resultados químicos das perfurações recentes e obter a autorização para investigar os alvos localizados ao norte das frentes de lavra existentes.

A possibilidade de ampliar os recursos de prata dependerá da confirmação de novas interseções mineralizadas, da comprovação de sua continuidade e da demonstração de seu potencial econômico. Enquanto isso, a Bayhorse Silver inicia uma nova etapa de exploração em um distrito que reúne mineralização histórica, alvos geológicos ainda não perfurados e desafios regulatórios para seu desenvolvimento.