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Outcrop Silver estende sistema de veios Santa Ana a quase 3 quilômetros e identifica teores de até 4.735 g/t de prata equivalente na Colômbia

Outcrop Silver confirma a extensão do sistema de veios Santa Ana, na Colômbia, que chega a quase 3 quilômetros, e identifica teores de até 4.735 g/t de prata equivalente.

Outcrop Silver estende sistema de veios Santa Ana a quase 3 quilômetros e identifica teores de até 4.735 g/t de prata equivalente na Colômbia

A mineradora canadense confirmou a continuidade do sistema de ouro e prata em direção ao norte e delimitou o veio paralelo Cascada, com novas interseções de alto teor que podem ampliar os recursos do projeto Santa Ana, em Tolima.

A canadense Outcrop Silver & Gold Corporation confirmou a extensão para o norte do sistema de veios Santa Ana, na Colômbia, que alcança quase três quilômetros de continuidade estrutural e mineralizada. Os novos resultados de sondagem, divulgados em 21 de outubro de 2026, também estabeleceram a conexão geológica com o veio Alaska e identificaram mineralização de alto teor na estrutura paralela Cascada, onde foram registrados intervalos de até 4.725 gramas por tonelada de prata equivalente.

Os resultados são do projeto Santa Ana, localizado no departamento de Tolima. A propriedade de exploração de prata e ouro concentra as principais atividades da companhia na Colômbia.

O programa segue com quatro sondas de perfuração diamantada em operação e resultados de laboratório pendentes, enquanto a mineradora busca incluir novas zonas mineralizadas em futuras atualizações de recursos.

Santa Ana amplia continuidade da mineralização para o norte

O principal resultado geológico foi a identificação de uma conexão entre o sistema Santa Ana e o veio Alaska, antes interpretado como uma estrutura independente.

As novas sondagens e a reinterpretação estrutural permitiram concluir que Alaska faz parte do prolongamento norte do mesmo sistema mineralizado.

Com isso, a continuidade conhecida de Santa Ana se aproxima de 3.000 metros de extensão, ampliando o corredor em que a Outcrop Silver concentra suas pesquisas sobre a distribuição de prata e ouro.

Essa conexão tem implicações para o modelo geológico do projeto, pois permite avaliar setores que antes eram analisados como estruturas separadas.

Entre os resultados de destaque no veio Alaska estão:

  • Sondagem DH665: 3,43 metros com teor de 307 gramas por tonelada de prata equivalente (AgEq).
  • Sondagem DH685: 8,39 metros com 241 g/t AgEq.
  • Intervalo de alto teor em DH685: 0,32 metro com 4.735 g/t AgEq.

As espessuras verdadeiras estimadas das duas primeiras interseções são de 1,26 e 3,61 metros, respectivamente. O intervalo de maior teor em DH685 tem espessura verdadeira estimada de 0,14 metro.

A diferença entre os comprimentos perfurados e as espessuras verdadeiras é importante para interpretar corretamente os resultados, especialmente em depósitos de veios estreitos, nos quais a geometria da mineralização influencia diretamente uma eventual avaliação econômica.

O veio Alaska não foi incluído na estimativa de recursos minerais publicada em setembro de 2026. Por isso, as novas sondagens podem contribuir para futuras inclusões no inventário do projeto, desde que os trabalhos posteriores comprovem a continuidade e sustentem uma estimativa tecnicamente válida.

Novo veio Cascada registra até 4.725 gramas por tonelada de prata equivalente

Outro resultado foi a identificação e a delimitação progressiva de Cascada, uma estrutura mineralizada subparalela a Alaska.

O veio fica na lapa de Alaska e apresenta mineralização de prata e ouro, abrindo a possibilidade de investigar estruturas adicionais no corredor norte de Santa Ana.

A sondagem DH687 interceptou 1,37 metro com teor médio de 1.084 g/t de prata equivalente, incluindo um intervalo de 0,30 metro com 4.725 g/t AgEq.

A espessura verdadeira estimada da interseção principal é de 0,74 metro, enquanto o intervalo de maior concentração tem 0,16 metro.

Além disso, a sondagem DH658 registrou 2,10 metros com 233 g/t AgEq e espessura verdadeira estimada de 0,84 metro.

Esses dados demonstram a presença de mineralização de alto teor fora da estrutura principal Alaska, embora ainda não permitam determinar a extensão completa de Cascada nem seu potencial econômico.

A próxima etapa deverá definir sua geometria, continuidade lateral e comportamento em profundidade.

Para sistemas de veios de prata, a identificação de estruturas paralelas pode ser relevante na avaliação de recursos, pois permite ampliar os alvos de exploração e estudar diferentes concentrações mineralizadas em um mesmo corredor.

No entanto, a descoberta de um veio adicional não significa automaticamente um aumento de recursos nem confirma sua futura exploração.

Sondagem identifica mineralização 300 metros ao norte de Shoot 7

A exploração também apresentou resultados no prolongamento norte do veio Santa Ana, especialmente além do setor conhecido como Shoot 7.

A sondagem DH670 interceptou 1,90 metro com teor de 270 g/t AgEq, incluindo 0,30 metro com 1.017 g/t AgEq.

O resultado foi obtido a aproximadamente 300 metros ao norte de Shoot 7, distância que coincide com o espaçamento de 300 a 400 metros observado entre algumas das concentrações de maior teor do sistema.

Já a sondagem DH666 registrou 2,88 metros com 134 g/t AgEq, incluindo 0,66 metro com 358 g/t AgEq.

As duas sondagens encontraram mineralização em cotas semelhantes às registradas em Shoot 7, o que permite considerar a existência de um novo alvo para futuras campanhas.

Ainda assim, permanecem importantes limitações geológicas.

Os trabalhos realizados nessa área se concentram em uma faixa de cota relativamente restrita. Ainda não há sondagens profundas nem interseções adicionais suficientes para determinar a geometria vertical de uma eventual nova concentração de alto teor.

Além disso, algumas sondagens encontraram setores com mineralização fraca, evidenciando que as concentrações de prata e ouro não são uniformes ao longo de toda a estrutura.

Santa Ana conta com 57,8 milhões de onças de prata equivalente em recursos

Os novos resultados foram divulgados após a atualização dos recursos minerais apresentada pela Outcrop Silver em setembro de 2026.

A estimativa, com data efetiva de 10 de setembro, identificou recursos medidos e inferidos distribuídos em treze sistemas principais de veios.

Recursos medidos

29,9 Moz de prata equivalente contida

1,793 milhão de toneladas

519 g/t AgEq

Recursos inferidos

27,9 Moz de prata equivalente contida

2,352 milhões de toneladas

368 g/t AgEq

Moz: milhões de onças troy. Categorias de recursos distintas, que não equivalem a reservas minerais.

Em termos de conteúdo metálico, a categoria medida apresenta teores médios de 376 gramas de prata por tonelada e 1,80 grama de ouro por tonelada.

A categoria inferida registra 266 gramas de prata por tonelada e 1,29 grama de ouro por tonelada.

Juntas, as duas categorias contêm aproximadamente 57,8 milhões de onças de prata equivalente, embora seus diferentes níveis de confiança geológica devam ser considerados separadamente.

A estimativa vigente não inclui o veio Alaska, portanto as campanhas atuais podem fornecer dados para uma atualização futura.

O projeto abrange aproximadamente 28.000 hectares, considerando os títulos minerários e os pedidos de concessão, no distrito de Mariquita, uma região com histórico de mineração de prata desde o século XVI.

Quatro sondas mantêm a exploração de prata e ouro

A Outcrop Silver mantém quatro sondas de perfuração diamantada em operação em Santa Ana, enquanto continua o processamento de amostras cujos resultados ainda não foram divulgados.

As atividades se concentram em ampliar o conhecimento geológico do corredor norte e verificar a continuidade das estruturas mineralizadas.

A conexão Santa Ana-Alaska é um dos principais alvos desta etapa, especialmente por sua possível contribuição para futuras estimativas de recursos.

Em paralelo, Cascada representa uma nova frente de exploração que exige perfurações adicionais para determinar a distribuição dos teores de prata e ouro.

A empresa também terá de avaliar se há novas concentrações mineralizadas ao norte de Shoot 7 e verificar a repetição do padrão estrutural observado em áreas investigadas anteriormente.

Do ponto de vista econômico, os resultados podem contribuir para melhorar as perspectivas geológicas do ativo, mas ainda não permitem quantificar investimentos adicionais, novas reservas minerais ou aumento da produção.

Os teores expressos em prata equivalente correspondem a uma conversão que integra o valor estimado da prata e do ouro. Para esses cálculos técnicos, foram utilizados preços de referência de US$40 por onça de prata e US$3.100 por onça de ouro, além de premissas de recuperação metalúrgica de 96,3% e 98,5%, respectivamente.

Esses valores são parâmetros de cálculo e não devem ser confundidos com as cotações atuais de mercado.

Colômbia busca consolidar novos recursos de prata de alto teor

O desenvolvimento de Santa Ana ganha relevância no contexto da exploração de metais preciosos na Colômbia, onde o ouro tradicionalmente tem tido mais destaque que a prata primária.

A presença de múltiplos veios de prata, combinada com resultados de perfuração de alto teor, posiciona o projeto como um ativo de interesse para avaliar o potencial de novos recursos de prata e ouro.

No entanto, avançar de uma estimativa de recursos para uma operação de mineração exige a conclusão de estudos técnicos, econômicos e ambientais, além da obtenção das autorizações necessárias.

No caso de Santa Ana, as informações geológicas continuam sendo ampliadas, e será necessário determinar como as novas estruturas podem ser integradas ao modelo global da jazida.

A principal novidade de outubro é a continuidade geológica ao longo de quase três quilômetros e a identificação de mineralização adicional em Alaska e Cascada, cujos resultados ainda não estão incluídos na estimativa de recursos publicada em setembro.

As próximas perfurações deverão demonstrar se essas áreas apresentam continuidade suficiente para embasar novos volumes e teores em futuras estimativas.

Para a Outcrop Silver, o desafio imediato será transformar as descobertas da exploração em informações geológicas quantificáveis, enquanto avança no desenvolvimento técnico do projeto Santa Ana e avalia alternativas para sua operação de mineração na Colômbia.