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Blossom Gold prevê iniciar a construção de Rosebud em 2029 e encomenda estudo de viabilidade para projeto de ouro e prata em Nevada

Blossom Gold avança no projeto Rosebud, em Nevada, com estudo de viabilidade encomendado à KCA e previsão de iniciar a construção em 2029. A meta é produzir ouro e prata a partir de 2030.

Blossom Gold prevê iniciar a construção de Rosebud em 2029 e encomenda estudo de viabilidade para projeto de ouro e prata em Nevada

A mineradora canadense selecionou a Kappes, Cassiday & Associates para liderar a avaliação técnica do projeto, que conta com recursos inferidos de 1,28 milhão de onças de ouro e 13,4 milhões de onças de prata. A primeira produção está prevista para o fim de 2030 ou o início de 2031.

A canadense Blossom Gold Inc. (TSX: BGAU) avança no desenvolvimento do projeto de ouro e prata Rosebud, localizado no condado de Pershing, em Nevada, nos Estados Unidos. A empresa designou a Kappes, Cassiday & Associates (KCA) como consultora principal para o estudo de viabilidade. A meta é iniciar a construção em 2029 e alcançar a primeira produção entre o fim de 2030 e o início de 2031, condicionada à conclusão das etapas técnicas, ambientais e regulatórias pendentes.

O anúncio, feito em 21 de outubro de 2026, representa mais um passo na estratégia de transformar Rosebud, uma antiga mina subterrânea de ouro, em um projeto de lavra a céu aberto com processamento por lixiviação em pilhas.

O planejamento prevê atualizar primeiro a estimativa de recursos minerais, no primeiro trimestre de 2027, e iniciar formalmente o estudo de viabilidade no segundo trimestre do mesmo ano.

Blossom Gold reúne equipe técnica para desenvolver Rosebud

A escolha da Kappes, Cassiday & Associates atende à necessidade de integrar os estudos metalúrgicos, a engenharia de processamento e o projeto das instalações necessárias para desenvolver uma operação comercial.

A consultoria, sediada em Reno, Nevada, tem mais de 50 anos de experiência em engenharia de minas, metalurgia, lixiviação em pilhas e construção de instalações de processamento.

Sua atuação em projetos como Pinos Altos e La India, da Agnico Eagle, além de Ocampo e Dolores, integra sua experiência em operações de metais preciosos.

A KCA já participa dos testes metalúrgicos de Rosebud, o que permitirá incorporar os resultados desses trabalhos ao projeto da futura operação.

A equipe técnica também contará com outras empresas especializadas:

  • Northern Lights Mining: estimativa de recursos minerais e projeto de mina.
  • GMining Services: avaliações geotécnicas relacionadas à lavra.
  • NewFields MDTS: estudos geotécnicos e projeto de instalações de processamento.
  • Westland Resources: coordenação ambiental e obtenção de licenças federais e estaduais.
  • SRK Consulting: estudos hidrogeológicos e geoquímicos, além de monitoramento ambiental.

A integração dessas especialidades busca desenvolver simultaneamente os componentes técnicos e regulatórios necessários para avaliar a viabilidade do projeto.

Rosebud tem 1,28 milhão de onças de ouro em recursos inferidos

Um dos principais fundamentos do projeto é sua base de recursos minerais, que inclui mineralização de ouro e prata.

A estimativa vigente, elaborada de acordo com o padrão canadense NI 43-101, considera 70,755 milhões de toneladas curtas de recursos minerais inferidos, com teores médios de 0,62 grama de ouro por tonelada e 6,49 gramas de prata por tonelada.

Os números correspondem a:

Indicador

Recursos de Rosebud

Classificação

Inferidos

Tonelagem

70,755 milhões de toneladas curtas

Teor de ouro

0,62 g/t

Teor de prata

6,49 g/t

Ouro contido

1,28 milhão de onças

Prata contida

13,4 milhões de onças

Atualização de recursos prevista

Primeiro trimestre de 2027

A estimativa utiliza preços de longo prazo de US$2.500 por onça de ouro e US$35 por onça de prata para delimitar os recursos em um modelo conceitual de lavra a céu aberto.

Essas quantidades correspondem a recursos inferidos, e não a reservas minerais economicamente lavráveis. A eventual reclassificação para categorias de maior confiança dependerá de novas sondagens, estudos técnicos e avaliações econômicas.

A empresa também busca determinar se a mineralização de maior teor associada às antigas galerias subterrâneas pode ser incorporada a um desenvolvimento de maior escala.

Programa de sondagem terá mais de 46.000 metros

A Blossom Gold mantém uma campanha de exploração para ampliar e melhorar a classificação dos recursos existentes.

Desde abril de 2026, foram perfurados 26.555 metros, com três sondas diamantadas e uma sonda de circulação reversa.

O programa prevê mais 11.585 metros de sondagem na superfície e 8.232 metros a partir de galerias subterrâneas. O objetivo é reunir mais de 46.000 metros de novas informações geológicas para a atualização de recursos prevista para 2027.

Uma parte importante dessa estratégia envolve a reabilitação da rampa subterrânea número 2, uma estrutura que fazia parte da antiga operação de Rosebud.

Os trabalhos estão a cargo da Small Mine Development LLC, empreiteira especializada que avançou na recuperação do acesso e atravessou uma zona de falha geológica que afetava as galerias.

A Timberline Drilling Inc., empresa sediada em Elko, Nevada, foi selecionada para a campanha subterrânea.

O início das sondagens no interior da mina está previsto para dezembro de 2026, após a preparação das plataformas de perfuração.

O trabalho permitirá investigar áreas do depósito cujo acesso pela superfície é limitado e obter informações adicionais sobre a continuidade da mineralização.

Licenciamento ambiental avança em paralelo à engenharia

O licenciamento ambiental é um dos fatores decisivos para o cronograma de Rosebud.

O projeto precisa avançar no processo federal de avaliação de impacto ambiental, conhecido como Environmental Impact Statement (EIS), além de atender às exigências regulatórias do estado de Nevada.

Em 2026, foram realizados trabalhos de caracterização ambiental e estudos para definir as condições necessárias à futura lavra.

Entre as atividades realizadas estão levantamentos de aves de rapina, estudos iniciais de caracterização de materiais, reuniões preliminares com órgãos reguladores e a delimitação da área que será considerada na avaliação ambiental.

As campanhas de levantamento biológico começaram em setembro, enquanto os estudos arqueológicos e culturais tiveram início em outubro.

Paralelamente, a empresa promove ações de relacionamento com comunidades, autoridades e representantes tribais.

Na área de engenharia, já foram identificadas necessidades preliminares de água e eletricidade, corredores de infraestrutura e possíveis layouts das instalações.

Também foi executada a maior parte dos trabalhos geotécnicos, geoquímicos e hidrogeológicos relacionados à futura cava.

O avanço dessas atividades não equivale à aprovação ambiental definitiva. O projeto ainda precisa concluir suas avaliações e obter as autorizações necessárias antes de iniciar a construção.

Uma antiga mina que busca retomar a produção

A Rosebud tem histórico de exploração comercial, o que a diferencia de projetos de exploração totalmente novos.

A mina operou entre 1997 e 2000, por meio de uma parceria entre Newmont e Hecla. Nesse período, foram processadas aproximadamente 953.000 toneladas curtas de minério.

A operação histórica produziu cerca de 396.842 onças de ouro e 2,3 milhões de onças de prata, a partir de minério de alto teor extraído principalmente por mineração subterrânea.

A nova estratégia da Blossom Gold prevê avaliar uma operação a céu aberto de maior escala, aproveitando tanto a mineralização remanescente de maior teor quanto setores próximos com menor concentração de metais.

A alternativa de processamento prevê lixiviação em pilhas no próprio projeto, tecnologia amplamente utilizada em determinadas operações de ouro por sua capacidade de tratar minérios compatíveis com esse método.

No entanto, a recuperação metalúrgica, os custos operacionais e a configuração definitiva das instalações ainda precisarão ser definidos nos estudos técnicos pendentes.

A localização da Rosebud também oferece condições relevantes de infraestrutura. O projeto fica a aproximadamente 77 quilômetros de Winnemucca e conta com acessos rodoviários existentes, além de infraestrutura elétrica histórica que poderá ser reabilitada.

Construção em 2029 dependerá de recursos, viabilidade e autorizações

O cronograma da Blossom Gold prevê uma sequência de atividades para os próximos anos.

A primeira etapa será concluir as sondagens necessárias para atualizar a estimativa de recursos minerais no primeiro trimestre de 2027.

Em seguida, no segundo trimestre, está previsto o início formal do estudo de viabilidade e o avanço do processo federal de avaliação ambiental.

A meta de iniciar a construção em 2029 dependerá dos resultados de engenharia, da definição de reservas economicamente lavráveis, das autorizações ambientais e da capacidade de financiar o desenvolvimento.

Até o momento, a empresa não divulgou neste anúncio um valor definitivo para o investimento de capital, a capacidade anual de processamento ou a produção comercial esperada.

Esses indicadores serão fundamentais para avaliar a competitividade econômica da Rosebud em relação a outros projetos de ouro e prata nos Estados Unidos.

Nevada mantém atratividade para novos investimentos em ouro

O desenvolvimento da Rosebud ocorre em uma jurisdição com longa tradição na mineração de metais preciosos, infraestrutura especializada e disponibilidade de fornecedores técnicos.

Para a Blossom Gold, o desafio é demonstrar que uma antiga mina subterrânea pode se tornar uma operação a céu aberto economicamente viável, com a combinação de maior conhecimento geológico, testes metalúrgicos e planejamento de infraestrutura.

A participação de consultorias especializadas e o avanço simultâneo da exploração e dos estudos ambientais ajudarão a reduzir algumas incertezas técnicas, embora ainda haja decisões importantes a tomar.

Em 2027, o setor terá dois marcos fundamentais para avaliar o potencial da Rosebud: a nova estimativa de recursos minerais e o início do estudo de viabilidade.

Os dois processos serão essenciais para determinar se o projeto poderá cumprir a meta de iniciar a construção em 2029 e se tornar uma nova fonte de produção de ouro e prata em Nevada até o fim da década.