
Christine Lagarde deixará a presidência do Banco Central Europeu (BCE) em 7 de fevereiro de 2027, oito meses antes do fim previsto de seu mandato, no fim de outubro daquele ano. A decisão foi comunicada ao Conselho de Governadores do BCE e ao presidente do Conselho Europeu, António Costa.
A saída antecipada encurta o prazo para escolher quem comandará o BCE e ocorre antes das eleições presidenciais francesas. Esse processo político é relevante para a sucessão: o presidente Emmanuel Macron poderá influenciar a escolha do próximo dirigente do banco central europeu.
Conselho Europeu nomeará sucessor de Lagarde
O BCE informou que o sucessor será nomeado pelo Conselho Europeu, conforme o procedimento estabelecido no Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia. O organismo não anunciou quem ocupará o cargo nem deu detalhes adicionais sobre o processo após a notificação de Lagarde.
Em resposta, o Conselho de Governadores agradeceu à presidente e a aplaudiu de pé por um longo período. Lagarde, ex-ministra das Finanças da França, não informou o que fará depois de deixar o cargo.
Entre os nomes citados como possíveis sucessores está o espanhol Pablo Hernández de Cos, atual diretor-geral do Banco de Compensações Internacionais e ex-governador do Banco da Espanha. Seu nome aparece na disputa pela presidência, mas nenhuma nomeação foi anunciada.
Saída ocorre em meio a tensões econômicas e às eleições francesas
A sucessão está sendo preparada enquanto os rendimentos dos títulos da dívida soberana francesa sobem com força e a economia da zona do euro enfrenta inflação elevada, em um cenário marcado pelo encarecimento da energia associado à guerra no Irã.
A data também está relacionada à disputa presidencial francesa. Antes de ser anunciada a saída antecipada, circulavam rumores de que Lagarde deixaria o cargo antes das eleições; Marine Le Pen, líder da direita radical, aparece como favorita na corrida eleitoral, segundo as informações disponíveis.
Lagarde havia dito que queria participar das eleições do próximo ano diante da instabilidade política na França, embora não como candidata. Também há especulações de que ela poderia assumir a presidência do Fórum Econômico Mundial, mas não confirmou qual será seu próximo destino.









